No circo, desde seu inicio até os dias atuais, o corpo desafia seus limites.
O artista tem consciência de que pode fracassar. O desempenho artístico do acrobata e sua possível queda não são ilusórios e não pertence ao reino da ficção.
O público, por seu lado, presencia a elaboração do suspense e do termo, que serão logo superados. Em seguida, o espetáculo é acometido pela descontração da performance dos palhaços. No espetáculo circense o corpo do artista mostra toda a sua potencialidade.
Ele se desnuda para revelar, no espetáculo, a sua grandeza. Riso e fracasso, descontração e possibilidade de queda são os componentes extremos que embasam o espetáculo de circo. A possibilidade do fracasso é evidente, para ser superada, em seguida, com o riso descontraído dos palhaços. Em um pólo, o corpo sublime dos ginastas; no outro, o grotesco dos clowns.
Em forma de espetáculo, o corpo acrobático, no chão ou nas alturas, explora o sublime e desafia as leis naturais. No extremo oposto, como sátira do próprio circo, o corpo grotesco dos palhaços enfatiza o ridículo das situações sublimes, ou, então, presta-se ao jogo cômico improvisado cujo objetivo último é a gargalhada descontraída da platéia.
O artista tem consciência de que pode fracassar. O desempenho artístico do acrobata e sua possível queda não são ilusórios e não pertence ao reino da ficção.
O público, por seu lado, presencia a elaboração do suspense e do termo, que serão logo superados. Em seguida, o espetáculo é acometido pela descontração da performance dos palhaços. No espetáculo circense o corpo do artista mostra toda a sua potencialidade.
Ele se desnuda para revelar, no espetáculo, a sua grandeza. Riso e fracasso, descontração e possibilidade de queda são os componentes extremos que embasam o espetáculo de circo. A possibilidade do fracasso é evidente, para ser superada, em seguida, com o riso descontraído dos palhaços. Em um pólo, o corpo sublime dos ginastas; no outro, o grotesco dos clowns.
Em forma de espetáculo, o corpo acrobático, no chão ou nas alturas, explora o sublime e desafia as leis naturais. No extremo oposto, como sátira do próprio circo, o corpo grotesco dos palhaços enfatiza o ridículo das situações sublimes, ou, então, presta-se ao jogo cômico improvisado cujo objetivo último é a gargalhada descontraída da platéia.
Os velhos revivem o passado, por meio dos dramas e as crianças se encontram na liberdade descontraída e risível dos palhaços.
O palhaço é a figura central dos espetáculos nos pequenos e médios circos, em qualquer uma de suas modalidades.
Portanto, diferentemente dos grandes, nos circos pequenos e médios o palhaço tem um lugar de destaque no espetáculo. Ele tanto participar das entradas, ou mesmo de outros números, da primeira parte, como também está presente nas peças e nos shows que compõem a segunda parte do espetáculo, com as mais diversas funções.
Para o público, o circo e seus espetáculos vêm preencher, no imaginário, a lacuna da liberdade. O picadeiro iluminado é o centro convergente desse impulso centrífugo do olhar e da atenção; local em que tudo, ou quase tudo, se realiza ou pode vir a realizar-se.
Compilação extraída do livro Os Palhaços de Mário Fernando Bolognesi
O palhaço é a figura central dos espetáculos nos pequenos e médios circos, em qualquer uma de suas modalidades.
Portanto, diferentemente dos grandes, nos circos pequenos e médios o palhaço tem um lugar de destaque no espetáculo. Ele tanto participar das entradas, ou mesmo de outros números, da primeira parte, como também está presente nas peças e nos shows que compõem a segunda parte do espetáculo, com as mais diversas funções.
Para o público, o circo e seus espetáculos vêm preencher, no imaginário, a lacuna da liberdade. O picadeiro iluminado é o centro convergente desse impulso centrífugo do olhar e da atenção; local em que tudo, ou quase tudo, se realiza ou pode vir a realizar-se.
Compilação extraída do livro Os Palhaços de Mário Fernando Bolognesi


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